THE NEXT ERA

A semana de moda em Paris já começou e vou comentar alguns desfiles chaves. Quero começar com Dior. A Maison Dior sempre remeteu ao suprassumo da moda, os anos gloriosos com Galliano em sua direção criativa, seu minimalismo poético com Raf Simons e agora seu movimento feminista e super futurista na nova coleção.





A coleção traz um pacto entre o passado e o futuro, Maria Grazia abraça a famosa silhueta do New Look e a apresenta em várias releituras, trazendo o DNA da marca para uma atmosfera futurista. Vocês percebem que o outfit que abre o desfile é inovador e enaltece de forma frigida o corpo feminino, estamos falando do New Look da nova The Next Era? Será Maria Grazia?

O cenário foi realizado pela artista italiana Mariella Bettineschi, com Maria Grazia na direção a Maison francesa vem há tempo flertando com referências da cultura italiana, como o desfile apresentado na Puglia em 2020.


O cenário é extremamente intrigante e repleto de retratos femininos de pinturas a óleo, porém note o recorte que há nos olhares dos quadros. Eles são duplicados, afirmando essa união entre o passado, histórico, tradicional com o futuro pragmático e para uma mulher empoderada.





Ainda é possível ver traços da identidade do estilo de Maria Grazia, com o uso de voil, seda e em alguns looks a silhueta se apresenta solta, mesmo em um desfile onde a cintura marcada prevalece. A vontade de inovação e de buscas tecnológicas são a narrativa central de todo o desfile.


“Temos essa ideia de que a tecnologia é algo um pouco irreal”, afirmou Chiuri antes do show. “Usamos mais a tecnologia para comunicação e pensamos menos em como ela pode nos ajudar a viver melhor. Estamos acostumados a esperá-lo em coisas muito práticas: máquinas de lavar, mas não moda.”




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